AO PRÍNCIPE DA MINHA INFÂNCIA
Ao Príncipe da Minha Infância - Damáris Lopes – Lembra dos olhos distantes que os anos de estudantes renderam-nos reféns? Lembra da face, o rubor, em pele de tenra idade, disfarce que era nosso tímido amor? Lembra? Nosso encontro distorcido, foi ponto só de partida. Tão grande que era, jóia em redoma, ficou na espera como mera utopia. Divergente foi a vida, me fez meta preterida, perdi você na contra-mão, não na quadra da canção, na de esporte, onde bola bateu forte, tirou você do futebol. Eu, não pude jogar queimada, em fogo estava meu coração, naquele dia sem sol, meu príncipe encantado, ao passar pelo meu lado, me deixou na solidão.