CADA LÁGRIMA QUE GUARDO...
Cada lágrima que guardo... Delasnieve Daspet Somos tão absurdamente frágeis... Tão frágil que não entendo que Somos apenas humanos. Questiono-me, em alguns momentos, De solidão recolhida, Qual o propósito da vida? Quanto tempo vamos durar? Qual é a nossa missão? Que existe, existe... não teria sentido Estarmos por estar, apenas! Olhar o pôr-do-sol, a gota da chuva, O riso, vivendo, amando, odiando, Magoando, chorando, sorrindo,estamos aqui, É este o nosso destino? Como preservar-nos? Existe um dia definido para as coisas? De que vale a vida que sorrimos ou A morte que lamentamos ? Canto-a hoje... Canto-a sempre... Canto-a porque, eu e ela, nós, Quando nascemos - chegamos juntos, Anunciada ou escondida, cada dia, Sinto-a tão presente, mansa e sorrateira, Com sua ceifadeira! Enfeito-me ó morte, vivo-a em vida... Vivo em toda a essência, Aproveitando o ideal que me abrasa E que me faz parte de um Todo! Meu destino, meu fim, Tão igual ao de milhares... Imperscrutável! Não serei lavada nem ...