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DESTINO

Destino Delasnieve Daspet . Não conhecemos o destino, Mas é forçoso termos um Destino qualquer. . Tudo que nasce, Que existe, que vive, funciona, Morre e renasce para a harmonia do universo. . Tudo se transforma... Parecem morrer a fim de renascer. . Amanhã já não seremos, Nada, além de uma palavra Que ninguém pronunciará... . Gosto ocre de se sentir só, Perene solidão! DD_Campo Grande-MS, 06.07.2010.

BOM DIA, SOLIDÃO!

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Bom Dia, Solidão! Delasnieve Daspet Estou só por opção. Prefiro uma vida com mais liberdade, Sem cobranças, Amar quem saiba amar. Que adianta um marido Um namorado, Se na essência estamos desacompanhadas? A solidão bem resolvida É o caminho de ser feliz. Tempo de se encontrar, Fazer o que se gosta, Quando se quer, Eis que na verdade Estar só não é solitário! Uma companhia só para se ter companhia? Melhor mesmo e ficar a sós, Não é dificil entender-se! Gosto de amar e de ser amada, De andar de mãos dadas, De abraçar e ser abraçada, De mimar e ser mimada, Mas sem patologia, sem estigmas, Gosto de estar comigo, Não me restrinjo! Não sacrifico mais O meu recolhimento, Gosto de mergulhar-me - bem a fundo - E me ver sem máscaras, Sem neón, Sem perfume! Não me arrisco mais: Olho-me! Assim, as minhas tristezas, As verdades estabelecidas, As minhas dúvidas, Ficam em equilíbrio... E posso afirmar-me: Bom dia, solidão! DD_31-12-2001 - Campo Grande MS

BALÉ DA MORTE

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BALÉ DA MORTE Aparecido Donizetti Hernandez Ensandecido pelo sofrimento Lá vem o Touro... Cifres ponteagudos, porte esbelto. Lá vem o toureiro com suas vestes agarradas ao corpor, Postura erecta e com movimentos suaves Sacode sua capa vermelha ao vento... Com a capa e seus movimentos de corpo, o toureiro dança seu balé... O balé da morte e do sofrimento!

SOMOS MESMO HUMANOS?

SOMOS MESMO HUMANOS? ROBERTO ROMANELLI MAIA ESCRITOR,JORNALISTA E POETA A cozinha parecia um deserto sem nada que lembrasse comida. Nada que pudesse encher um prato. Nada que aliviasse a fome daqueles que lá fora esperavam. Aguardavam por algo que não existia em sua casa. Que custaria novamente a chegar. Pobreza e miséria à vista para todos que a quisessem ver e sentir. Realidade de um mundo onde bilhões de seres nada têm sequer para comer. Em seu prato, apenas lágrimas de sangue e nada mais. Sim, que mundo é esse que permite crianças, jovens e idosos morrerem de inanição? Por ausência, omissão ou indiferença daqueles que tudo podem, tudo querem e tudo possuem. A fome presente, tendo diante de si um prato vazio, sem um simples pão. Até mesmo a presença de moscas que sabem: nada vão obter nessa mesa vazia. E até os ratos fogem de tanta pobreza e miséria. Mas finalmente, eles, os excluídos de tudo, chegam e entram em casa. Olhando para os lados e para o nada que se apresenta diante deles...

AMIGOS

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Amigos, as flores encantam !!! Amo flores e tenho em casa . Não tenho um jardim, mas pequenos vasos que cuido com carinho ! Que nossos caminhos sejam perfumados como se estivéssemos em um lindo jardim, repleto de flores diversas ! Que tratemos a todos com a mesma delicadeza que tratamos das flores ! Desejamos lindo dia hoje e sempre, repleto de coisas boas ! beijos e carinhos nossos Tânia Sueli

PROFUNDO SONO

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PROFUNDO SONO Aparecido Donizetti Hernandez Durma, durma nesse profundo sono... Sono de incontáveis dias e noites, Durma, durma e quando acordares Não mais verá o brilho do Sol, Sol encoberto pelas espessas nuvens escuras. Durma, durma e quando acordares não verás Mais touradas em Espanha ou baleias no mar. Durma, durma esse profundo sono... E quando acordares, talvez, não mais existirá As verdes florestas abaixo da Linha do Equador. Durma, durma e quando acordares não mais estarei aqui... Durma, durma, e quando acordares Ainda existirá mulheres apedrejadas Pela sandicidade humana.

A VOLTA

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A arte literária é consequência da própria vida, viver é a arte do inexplicável, das dúvidas e da esperança. Aparecido Donizetti Hernandez A VOLTA Luiz Eduardo Caminha As folhas do plátano, Douravam o chão da terra, À beira rio. Uma canoa solitária, Um solitário homem, A corredeira levava, O rio, há pouco poluído, Voltava a ter vida, O pescador, voltara. Marcas Poéticas - direito autoral de Aparecido Donizetti Hernandez ------------ Lilian Regina de Andrade