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O AMOR

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A arte literária é consequência da própria vida, viver é a arte do inexplicável, das dúvidas e da esperança. Aparecido Donizetti Hernandez O AMOR Lucas Lira Quem é ele? Onde ele está? Ele não tem forma, Nem tem padrão... Onde ele está escondido então? Deixe-me vê-lo por um segundo, Para eu poder ser Maior que o mundo; Se eu for, Se eu tiver todo o universo, Mas não tiver você, Quem eu serei? Ninguém. Onde eu estarei? Estarei aqui E em nenhum lugar também. Quanto mais me atrevo a chegar perto dele, Menos o entendo. E aí me pergunto Me pergunto por que ainda tento? Me pergunto por que não me contento? Me pergunto por que quero viver? E o porquê vos lhes digo: Eu simplesmente quero viver, Porque eu adoro morrer. Marcas Poéticas - direito autoral de Aparecido Donizetti Hernandez ------------ Lilian Regina de Andrade

SUAVE AMOR

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SUAVE AMOR Aparecido Donizetti Hernandez L evemente instalastes nos rumos da vida, I nstantaneamente como a L ua que surge quando o Sol se põe. I mpulsivamente como acontece o A mor, em um segundo como o vento leva às N uvens. R uidosamente como o vendaval, você me E nloquece, tirando de mim os G emidos da minha I ntranquila dor, levando-me a N avegar nas Á guas tranquilas do amor... A mor de tranquilo ardor,onde N avego D iuturnamente meus sonhos R udes de angústias de nosso A mor. D ilacerando o meu coração, mantendo a E sperança de viver sem dor.

JEITO DE MATO

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JEITO DE MATO Composição: Paula Fernandes De onde é que vem esses olhos tão tristes? Vem da campina onde o sol se deita. Do regalo de terra que teu dorso ajeita. E dorme serena, no sereno e sonha. De onde é que salta essa voz tão risonha? Da chuva que teima, mas o céu rejeita. Do mato, do medo, da perda tristonha. Mas, que o sol resgata, arde e deleita. Há uma estrada de pedra que passa na fazenda. É teu destino, a tua senda onde nascem tuas canções. As tempestades do tempo que marcam tua história, Fogo que queima na memória e acende os corações. Sim, dos teus pés na terra nascem flores. A tua voz macia aplaca as dores E espalha cores vivas pelo ar. Sim, dos teus olhos saem cachoeiras. Sete lagoas, mel e brincadeiras. Espumas, ondas, águas do teu mar...

HARMONIA

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Harmonia Delasnieve Daspet Entre as nuvens espalhadas pelo tempo Pequenas estrelas salpicam o firmamento... Chega a noite. Descerro o véu da memória, Já não recordo as mágoas, Contemplo a harmonia do dia Cheio de sol. Ao longe – o firmamento se junta ao cerrado, O céu nas cores infinitas do crepúsculo, Se une a verdura de nossas matas. Ipês floridos, Mesclam de suave tonalidade, A paisagem recortada no horizonte, Pelos traços da natureza. Aqui, encontro a plenitude! Nos campos cultivados, Nos chapéus de palha, Nos odores, No peão de pele crestada, Do gado pastando, O bambu choroso a cada carícia do vento... Aqui, é o reino da paz! Os pássaros melodiosos, em sinfonia, Calam em meu ser. Circula em minhas veias, Irmanados aos ventos, às águas, ao sol, aos animais, Um cântico de graças ao Criador! DD_Campo Grande-MS 9.02.10

DESTINO

Destino Delasnieve Daspet . Não conhecemos o destino, Mas é forçoso termos um Destino qualquer. . Tudo que nasce, Que existe, que vive, funciona, Morre e renasce para a harmonia do universo. . Tudo se transforma... Parecem morrer a fim de renascer. . Amanhã já não seremos, Nada, além de uma palavra Que ninguém pronunciará... . Gosto ocre de se sentir só, Perene solidão! DD_Campo Grande-MS, 06.07.2010.

BOM DIA, SOLIDÃO!

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Bom Dia, Solidão! Delasnieve Daspet Estou só por opção. Prefiro uma vida com mais liberdade, Sem cobranças, Amar quem saiba amar. Que adianta um marido Um namorado, Se na essência estamos desacompanhadas? A solidão bem resolvida É o caminho de ser feliz. Tempo de se encontrar, Fazer o que se gosta, Quando se quer, Eis que na verdade Estar só não é solitário! Uma companhia só para se ter companhia? Melhor mesmo e ficar a sós, Não é dificil entender-se! Gosto de amar e de ser amada, De andar de mãos dadas, De abraçar e ser abraçada, De mimar e ser mimada, Mas sem patologia, sem estigmas, Gosto de estar comigo, Não me restrinjo! Não sacrifico mais O meu recolhimento, Gosto de mergulhar-me - bem a fundo - E me ver sem máscaras, Sem neón, Sem perfume! Não me arrisco mais: Olho-me! Assim, as minhas tristezas, As verdades estabelecidas, As minhas dúvidas, Ficam em equilíbrio... E posso afirmar-me: Bom dia, solidão! DD_31-12-2001 - Campo Grande MS

BALÉ DA MORTE

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BALÉ DA MORTE Aparecido Donizetti Hernandez Ensandecido pelo sofrimento Lá vem o Touro... Cifres ponteagudos, porte esbelto. Lá vem o toureiro com suas vestes agarradas ao corpor, Postura erecta e com movimentos suaves Sacode sua capa vermelha ao vento... Com a capa e seus movimentos de corpo, o toureiro dança seu balé... O balé da morte e do sofrimento!