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REMINISCÊNCIAS

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REMINISCÊNCIAS Valdir Merege Rodrigues Nove árvores, um rancho e um ribeirão, assim era a fotografia que o tempo ao pensamento me trouxe para revelar na paisagem insignificante a grandeza da arte de pintar e a todos mostrar as reminiscências do poeta que ressurge por meio da natureza dando compasso ao significado da vida e ritmo às coisas que vem do coração! *** Lilian Andrade

MELHOR CARNAVAL

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MELHOR CARNAVAL Lairton Trovão de Andrade Quero dançar carnaval, carnaval como jamais; desejo erguer meu astral, sufocando os tristes ais! Serei, de novo, o Pierrô, saltitando na avenida; qual tempo do meu avô, terei alegria e vida. Venha, cheirosa bonina, brinquemos como ioiô! Venha, doce Colombina, sou carinhoso Pierrô! Até do gordo Rei Momo iremos roubar a cena; você será linda ( e como!), ornada de açucena! Com seu coração em mim, dancemos no mesmo paço! Veja o engraçado Arlequim, pulando como palhaço, Enche-nos de fantasias, folias de fevereiro; em meio às alegorias. brinquemos o dia inteiro! No brilho da serpentina, não percamos nosso enredo; sou Pierrô – és Colombina, amemo-nos, sim, sem medo! *** Lilian Andrade

MUNDO

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MUNDO Efigênia Coutinho Como o mundo seria mais mundo e menos "mudo", se cada um moldasse uma partícula de argila de sua alma [...] *** Lilian Andrade

PÁJARO DEL VINO

PÁJARO DEL VINO -poema-canción- Rubén Vedovaldi e n medio del patio soplaba la flauta los parches latían al ardor del canto y amor era algo que soltaba dulce silencio de pájaro la arena se amaba con manos de niños que alzaban cohetes puentes y castillos y vos derramaste tu efímero sueño de vino encendido en medio del patio la luna apoyaba sus pies delicados en alada danza y yo deshojaba las alas del sueño por mis ojos de agua. * Grabado en el Disco Compacto: CUANDO LA PALABRA CANTA, con el músico Carlos Medrano, en Argentina, en el otoño de 1999. Rubén Vedovaldi

SUSPIROS AO LUAR

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SUSPIROS AO LUAR Lairton Trovão de Andrade Noite alta, Lua clara, sinto vozes silenciosas. Eu jamais imaginara que o luar cheirasse à rosas. A saudade, em plena noite, com serestas ao luar, é meiguice em doce açoite, faz o amor não se apagar. A minh´alma estremecida por um bem além do mar, sonha ter boa acolhida com sussurros ao luar. Ah, quem dera que esta Lua não me fosse de ilusão! Mas que fosse a face tua, me aquecendo o coração! Eu seria bem feliz se este amor me fosse eterno. O poeta assim bem diz: Não teria mais inverno. Mas enquanto a solidão traz-me árduo mal-estar, busco amor, talvez em vão, com SUSPIROS AO LUAR. Lilian Regina de Andrade

NATAL

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A arte literária é consequência da própria vida, viver é a arte do inexplicável, das dúvidas e da esperança. Aparecido Donizetti Hernandez NATAL Fernando Pessoa O sino da minha aldeia, Dolente na tarde calma, Cada tua badalada Soa dentro de minha alma. E é tão lento o teu soar, Tão como triste da vida, Que já a primeira pancada Tem o som de repetida. Por mais que me tanjas perto Quando passo, sempre errante, És para mim como um sonho. Soas-me na alma distante. A cada pancada tua, Vibrante no céu aberto, Sinto mais longe o passado, Sinto a saudade mais perto. *** Marcas Poéticas - direito autoral de Aparecido Donizetti Hernandez ------------ Lilian Regina de Andrade

NATAL

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A arte literária é consequência da própria vida, viver é a arte do inexplicável, das dúvidas e da esperança. Aparecido Donizetti Hernandez NATAL Jochen Klepper Uma estrela, no céu, a brilhar, boa nova traz para o mundo sem luz. Eis que a todos vem ela anunciar que nasceu o menino Jesus. Surgem anjos, depois, entoando melodias de raro esplendor. “Glória a Deus nas alturas”, cantando, “Paz na terra entre os homens” – amor. Vem um grupo de reis do Oriente, e pelo astro celeste guiado, cada qual com seu rico presente, adorar o menino deitado. Uma casa não teve, nem cama... Num estábulo foi repousar... Mas nasceu, como a Bíblia proclama, para o mundo perdido salvar. *** Marcas Poéticas - direito autoral de Aparecido Donizetti Hernandez ------------ Lilian Regina de Andrade