segunda-feira, 30 de julho de 2012

SONETO DA PETIÇÃO

Soneto da Petição

- Damáris Lopes -


Creias em meus tremores e rebeldias
Que resistem quando sinto-me cerceada
Não pela natureza maior dos ralos dias
Pela reação do corpo em abrigo ao nada.

Incapazes, minhas células desoxigenadas
Se, permanecem distantes ao abraço teu
Perdem o rumo e descobrem-se fadadas
Ao desencanto ilhado sob luar em breu.

Coração preterido é dado sem prumo
Busca os teus escutares como apelo
Anseia do teu toque, faminto consumo

Como rogo de quem suplica e murmura
Esgota incansável, o mundo, por teu zelo
Que há de resgatá-lo da penosa clausura.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

OBRIGADO SENHOR, MUITO OBRIGADO.

OBRIGADO SENHOR, MUITO OBRIGADO. 
–João Justiniano da Fonseca/BA– 
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Aqui estou Senhor, uma vez mais 
Numa simples palavra de obrigado. 
Tens tanto concedido ao meu agrado, 
Tanto enchido de bem os meus anais! 

Que peço nos noventa e dois? O arado 
Continuo a mover. E os cabedais 
Ainda crescem em lágrimas e ais, 
Em crônica, soneto ou arrazoado. 

Fica à vontade, Pai, Tu e São Pedro 
Para fechar o meu caixão de cedro 
E conduzir-me a ti e a tua glória. 

Pressa não tenho. Tudo em mim vai bem. 
Fica a vontade. É bom lembrar que os cem 
Seria, em boa forma, uma vitória!

sábado, 21 de julho de 2012

UTOPIA


UTOPIA
luizcarloslemefranco



Penso em
salvar a terra,
beber doce,
comer fartura,
saber o mundo,
viver sem nada,
fazer poesia.

Penso em só pensar,
ser, estar, ter,
conviver,
sem  nada fazer.
sem nada produzir,

Penso  em viver apenas,
como se o mundo
fosse meu
e eu não dependesse
de nada e de ninguém.

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quarta-feira, 18 de julho de 2012

MULHER


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Mulher
Ady Xavier de Moraes



És bela, não porque se fez bela,
Mas porque tens no íntimo
O brilho de uma estrela
Que durante o dia se esconde
E, durante a noite, no infinito,
Mostra tua face que resplandece.

És linda, não porque se fez linda
Mas porque a natureza preparou
Para nascer e brilhar.
Tu não precisas de arranjos,
Porque uma flor já nasce
Com toda a beleza, tenra
E perfumada.

És perfeita, não porque se fez perfeita,
Mas porque a vida deu-te de tudo,
A simplicidade de um anjo,
A inocência de uma criança,
O carisma de uma rainha.

Quando sorri…
Com os lábios, com o coração.
Mostras com muita esperança,
A vontade de vencer na vida
E não sabe da virtude que tens,
por isso, és linda, és bela,
como a flor do meu jardim

Rio Verde/PR

segunda-feira, 16 de julho de 2012

VIAJANTE

DUETOS: VIAJANTE¹ - DELASNIEVE DASPET X GERALDO DE SOUZA


Viajante¹
Delasnieve Daspet

Sou viajante da eternidade,
Meu corpo é mera oficina
Onde minh´alma trabalha.
.
Cheguei de longe...
Como planta renasço
Do solo profundo.
.
Viajo ao sabor do vento,
No serpentear dos rios,
No burburinho das matas,
Das taquaras que choram,
Das aves que voam,
Do gado que rumina,
Da paz que busco
No fundo do olhar!
.
Viajo ao encontro
De outros seres.
Não vou ancorar
Na angústia vazia...
Utilizo o tempo
Em minha própria melhoria.

DD_Campo Grande-MS 04.06.10
.
.
Como viajante do universo, eu acompanho seus passos, que seguem no compasso do meu. Vê as estrelas, fulguram no espaço sideral, estão sempre ali.. . mesmo que não as vejamos. Você é uma delas... caminhando na Terra sem que todos possam ver o seu brilho imenso, que se reflete no olhar vivo daquela indiazinha do pantanal.
Acompanho sua viagem, e muitas vezes , muito mais do que imagina, estou a seu lado. Nem sempre me sente.. mas em algum instante perdido, em algum lugar, num dia ou em uma noite... mesmo que por segundos, vivenciamos nosso amor. Então uma força imensa toma conta do ser que prossegue renovado para o destino sem fim...  o mesmo que nos separou e nos unirá um dia qualquer.

Geraldo de Souza
São Paulo, 04/06/2010

GRAÇA REDENTO


GRAÇA REDENTO
Valdir de Macedo
Acervo: Poeta Hernandez


Depois que o meu paizin’
foi embora lá par’ o Beleléu
Lugar aquele que sei
Que é um cantin’ do Céu
As coisa si complico
Acervo Poeta Hernandez
Ficar’ amarga qual fel.

A mamãe não queria
Mas teve que mi tirá
D’ escolhinha da fessor’ ineiz
Que era pra mi ajudá
Ela trabaiá na roça.
E lá ia eu capiná.

Troquei as minha brincadeira
C’ aquela linda bunequinha
De pano, que papai mi dexô
Que mi fazia tão flizinha.
Pela dur’ e rud’ inxada.
Acervo: Poeta Hernandez
Que mi dexava suadinha.

Mas não era só trabaio.
Minha mamãe s’ abalava
Pra igreja no domingo
Cunsigo ela mi levava.

N’ escola todos mangava
Dele pruque ele era
Defeituoso duma perna,
Zoroin”, mas é de vera
El’ er’ a pessoa mais pura
Que já vi na noss’ era.

Sim, é, meus bom amigo,
Isso eu lis poss’ afirma.
Veiz ou outr’  em cas’ el’ ia
Para tenta m’ insiná
As lição qu’ el’ aprendia
N’ escola do nosso lugá.

Ah! Meu Deus, com’ eu quiria
Estudá e me formá
Sê também uma fessora.
Mas  vida m’ era má.
Tinha que ced’ acordá
Prá í pra roça tabaiá

E assim eu fui cresceno
Sem tê tempo de sê criança
Sem tê direit’ a sonhá...
Maseu tinh’ a isperança
Que a coisa ia muda.
Um dia fomo numa dança.

Era festa de São João
Fiz par com meu amiguin’
Miguelin’ e dançamo muito.
Depois setam’ um poquim’
Pra gente si discansá
Bateno um bom papin’.

Cunversa vai, conversa vem
Foi quando ele mi disse
Qu’ ele queria si casá
Cumigo quando crescesse.
Ele tomô ‘ a minha mão,
Todo cheio’ de meiguice.

Aí, bejô na mina face.
Diss’ a ele qu’ eu também
Queria sê sua mlé
Chaman ‘ ele de meu bem.
Mas Deus, que ri o destino,
Por nóis não disse amém.

Não, não queria Ele assim.
Oh! Tristeza! Tadin’! Miguelin’!
Meu amiguim’, qu’ eu amava
Foi ro beleléu, piquininin’
Ainda tão criançolinha
Tão puro e inocentin’.

A causa foi a miserável
Da bruta subnutrição
Que já levô tanta criança
Dest’ ingrat’ ermo sertão
Sem que ninguém faça nada
Pra ‘ mior’ á a situação.

Eu não aaceitava isso
Fiquei de mal co Papai
Do Céu, que primeiro tinha
Levado meu amado papai;
Agora, meu bom miguelin’.
Deus não ouvia meus ai.

Chorava tanto no escuro
Com’ u ‘ a mártir sofredora
Que já não aguentava mais
Sofrê com ‘ u ‘ a pecadora
Que não merecia perdão
Nem sua Graça Redentora.

Mas o que eu não sabia
Era qu’ él’ indo eua ia recebê.
Numa bunita procissão
Que cês deve di sabe
Que é na Semana Santa,
Tão bela da gente vê.

Lá tinha gente vestida
Com roupar qui nem aas d’ anjo.
Pur tudo qu’ é mais sagrado
Vi o são Miguel Arcanjo
Com meu pai e Miguelin’
Iluminados qual ajo

No meio da procissão
Acenaro para mim
Jogaro-me mui beijin’s
Que viro flô de jasmim
Que mi vinham flutuano
E caíam sobre mim.

Desde aí, então, eu fiz
As pazes com o Supremo
Pois bem seis que mais tarde
Ou mais cedo nóis iremo
Todos estar lá com ele.
Daí, nóis não mais sofreremo.


São Paulo, 31 de outubro de 2009.
Zona Leste – Guaianazes – Jardim Soares

quinta-feira, 12 de julho de 2012

TANTOS SONHOS!


Tantos sonhos!
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SOL Figueiredo

Esse amor que ora te proponho,
É composto não só de ternura,
Não é mais uma simples aventura, 
É exposto por tais e tantos sonhos!

Nunca será em nós enfadonho,
Desfazendo então tantos nós,
Rios de amor com uma só foz,
Noutra voz, canto e até componho...

Componho em versos os sonhos,
Sonhos de amor, nossos planos...
Um amor sem fatais enganos...
Por mais que não seja tristonho,
Amor tamanho, sempre ponho...
Amor eterno, serão longos anos!


© SOL Figueiredo
12/07/2012 – às 13:15h
Publicado no Recanto das Letras em 12/07/2012 – às 13:39h
Código do Texto: T3773965– Soneto 250

quarta-feira, 11 de julho de 2012

SEMPRE A TE PROCURAR


SEMPRE A TE PROCURAR!
Aparecido Donizetti Hernandez


Digital: Aparecido Donizetti Hernandez
Sombras de meu passado,
São sobras de um tempo
Tempo vivido, com turvas lembranças.
Vejo turva sua silhueta, acordado nesse tempo!

Sombras de vida, vivida contigo...
E sem ti, sob qual dos véus estavas?
Silhueta turva nas lembras a dançar
Dançavas para mim
Para quem danças agora nesse tempo?

Tempo que a vejo sob os véus,
Véus turvos de meu passado a desvendar,
Sob qual véu estás que não consigo desvendar
Seu rosto turvo, a dançar sob os véus a me fitar.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

SOU O QUE SOU

 

Sou o que sou
Juliano Paz Dornelles
 Porto Alegre / RS
Foto do Google Imagem
No universo
Escrevo este verso

Quando ando na terra
Sou terra

Respirando o ar
Sou ar

Quando brinco com fogo
Sou fogo

Se bebo da água
Sou água

Enquanto eterno
Sou o que sou


AGENDA CULTURAL - Embu das Artes - Julho 2012


FONTE: Jô Nogueira [Secretaria de Cultura da Estância Turistica Embu das Artes - SP]