segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

SUSPIROS AO LUAR


SUSPIROS AO LUAR
Lairton Trovão de Andrade


Noite alta, Lua clara,
sinto vozes silenciosas.
Eu jamais imaginara
que o luar cheirasse à rosas.

A saudade, em plena noite,
com serestas ao luar,
é meiguice em doce açoite,
faz o amor não se apagar.

A minh´alma estremecida
por um bem além do mar,
sonha ter boa acolhida
com sussurros ao luar.

Ah, quem dera que esta Lua
não me fosse de ilusão!
Mas que fosse a face tua,
me aquecendo o coração!

Eu seria bem feliz
se este amor me fosse eterno.
O poeta assim bem diz:
Não teria mais inverno.

Mas enquanto a solidão
traz-me árduo mal-estar,
busco amor, talvez em vão,
com SUSPIROS AO LUAR.




Lilian Regina de Andrade

NATAL


A arte literária é consequência da própria vida, viver é a arte do inexplicável, das dúvidas e da esperança.
Aparecido Donizetti Hernandez





NATAL

Fernando Pessoa



O sino da minha aldeia,
Dolente na tarde calma,
Cada tua badalada
Soa dentro de minha alma.

E é tão lento o teu soar,
Tão como triste da vida,
Que já a primeira pancada
Tem o som de repetida.

Por mais que me tanjas perto
Quando passo, sempre errante,
És para mim como um sonho.
Soas-me na alma distante.

A cada pancada tua,
Vibrante no céu aberto,
Sinto mais longe o passado,
Sinto a saudade mais perto.

***







Marcas Poéticas - direito autoral de Aparecido Donizetti Hernandez
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Lilian Regina de Andrade

NATAL

A arte literária é consequência da própria vida, viver é a arte do inexplicável, das dúvidas e da esperança.

Aparecido Donizetti Hernandez


NATAL

Jochen Klepper


Uma estrela, no céu, a brilhar,
boa nova traz para o mundo sem luz.
Eis que a todos vem ela anunciar
que nasceu o menino Jesus.

Surgem anjos, depois, entoando
melodias de raro esplendor.
“Glória a Deus nas alturas”, cantando,
“Paz na terra entre os homens” – amor.

Vem um grupo de reis do Oriente,
e pelo astro celeste guiado,
cada qual com seu rico presente,
adorar o menino deitado.

Uma casa não teve, nem cama...
Num estábulo foi repousar...
Mas nasceu, como a Bíblia proclama,
para o mundo perdido salvar.

***





Marcas Poéticas - direito autoral de Aparecido Donizetti Hernandez
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Lilian Regina de Andrade

MOINHO DE VERSOS

A arte literária é consequência da própria vida, viver é a arte do inexplicável, das dúvidas e da esperança.
Aparecido Donizetti Hernandez





MOINHO DE VERSOS
Paulo Leminski


Moinho de versos
movido a vento
em noites de boemia.

Vai vir o dia
quando tudo que eu diga
seja poesia.

***





Marcas Poéticas - direito autoral de Aparecido Donizetti Hernandez
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Lilian Regina de Andrade

domingo, 26 de dezembro de 2010

LUAR DA MADRUGADA

LUAR DA MADRUGADA
Aparecido Donizetti Hernandez


Hoje... Já é madrugada,
Ela não aparece
Co'a minha viola
Pra cantar nessa noite enluarada
Os versos que fiz pr'ela
Bem antes da alvorada.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

CARTA DE PAPAI NOEL A JESUS

CARTA DE PAPAI NOEL A JESUS
Jesus meu grande amigo,

Eu não sei explicar, por que?
No dia do seu aniversário
Vinte cinco de dezembro, em nosso calendário
Por todos os recantos do planeta
É minha figura que aparece e não a sua
Nas casas, nas lojas na rua,
Minha foto está estampada.
Há muitos representantes da minha humilde imagem
Tão diferente de sua luminosa roupagem.
Mas... se eu puder e for merecedor
Quero ser o representante oficial do seu amor
A todos os pais aflitos que não podem dar presentes
E aqueles que choram amargurados,
Sem teto, sem chão, largados
Às agruras do tempo e sem destino.
Quero sim, cantar junto a eles o seu hino
De harmonia e de paz
Em cada lugar onde a arma
Substituiu o brinquedo
As crianças aflitas e com medo
Que presenciam o terror da guerra
Deixando sua marca de horror
Em toda Terra.
É sabido também que lhe compraz
Que eu visite os lares em euforia
Regados pelo luxo e em falsa alegria
Porque sei que eles também, são do seu rebanho
E quer dar a cada um, o ganho
Da vida verdadeira,
Onde não há ilusões e a ação primeira
É a da fraternidade, a da irmandade vivenciada
Em cada segundo que permeia a estrada.
Então, antes de sair para os lares
Quero pedir que adentre o meu coração
Para que eu entregue sua energia a cada irmão
Seja de qualquer raça, crença ou cor.
Que eu consiga dar-lhes o presente
Da Sua excelsa presença constante
Em cada átomo de vida de nossa Criação.
E junto consigo seguir no mesmo passo
Tendo por teto sua luz
Por abrigo, seu regaço,
Meu grande amigo Jesus!

13/12/2010
Cancioneiros do infinito por Marisa Cajado








quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

AUSÊNCIA DE OUTRORA

AUSÊNCIA DE OUTRORA

Aparecido Donizetti Hernandez


Caminho pela estrada de areião...
Estrada de fofa areia branca.
Olho as suas margens...
Não vejo mais as verdes matas que a circundavam...
Matas que haviam na minha infância.

Caminho pela estrada de areião...
Nas suas margens não vejo mais os cafezais
Que a circundavam na minha adolescência.

Vejo em suas margens o verde,
Mas não mais o verde das matas
E dos cafezais com brancas flores.
Hoje, somente vejo o verde do canavial,
O vermelho de suas chamas
E o negro de sua fuligem.

Minha estrada de areião branca e fofa continua aqui...
Mas não mais feliz...
- Falta as matas e as flores brancas do cafezal -


quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

VOOS RAZANTES

VOOS RAZANTES
Aparecido Donizetti Hernandez
08/Dezembro/2010 - 17h06


Notívago como a coruja
Que dorme o dia com olhos abertos e atentos
E à noite sai a procurar...
- Voos razantes da ave de rapina que procura à noite ...

Vivo na noite, não na boêmia à procura de ti, de bar em bar,
Vivo na noite sempre à espreita de te encontrar...
Te encontrar nas madrugadas iluminadas de minha tela,
Te ver ao longe na proximidade da luz que te projeta...
Luz que transforma a distância em proximidade
De te ver e não poder te tocar.

Boêmia noite que me embriaga com seu sorriso e seu olhar,
Viajo à noite em voos razantes na imaginação de te tocar,
Me embriagando de seu sorriso e de seu olhar.

Vem o sol a iluminar ofuscando a luz que te projeta,
Te levando de novo à distância
Que somente a noite em notívaga boêmia
Trará de novo seu olhar


terça-feira, 7 de dezembro de 2010

BRISA DE AMOR

BRISA DE AMOR
Aparecido Donizetti Hernandez



Coração trancado, um castelo inexpugnável,
Não permitindo a entrada do amor.
Coração de janelas serradas - sem sol sem brisa.
"Feliz" coração na dor, sem amor.

Abri a janela do meu coração,
E como suave brisa você adentrou,
Transformando-se em furacão
E agitando todo meu corpo se instalou.