domingo, 31 de janeiro de 2010

TEATRO DA VIDA

Imagem Tânia Sueli (Grupo Maravidya)
TEATRO DA VIDA
Aparecido Donizetti Hernandez

Quantas saudades sinto de ti!
Não vês , não sentes... mas sempre estou à sua espera
quando partes para a guerra - guerra que travas com seus conceitos,
com sua historia, com seus medos.

Medo de quê tens?,
Sofreres, magoar-se?
Medo da vida,
medo do passado,
medo do futuro,
do presente?

Medo de quê?
Medo, do medo,
Medo da vida?
Sim , medo da distância.

A vida pode se um teatro,
Mas que nós sempre possamos representar os papéis
em defesa da humanidade,
do amor, da compreensão,
da cumplicidade do nosso amor!
Marcas Poéticas - direito autoral de Aparecido Donizetti Hernandez

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Lilian Regina de Andrade

Publicado em 27 de janeiro de 2010
Grupomahavidya




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O Amor

A arte literária é consequência da própria vida, viver é a arte do inexplicável, das dúvidas e da esperança.

Aparecido Donizetti Hernandez


O AMOR
Fernando Pessoa

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...

Marcas Poéticas - direito autoral de Aparecido Donizetti Hernandez

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Lilian Regina de Andrade

Publicado em 24 de janeiro de 2010
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Além do tempo

A arte literária é consequência da própria vida, viver é a arte do inexplicável, das dúvidas e da esperança.

Aparecido Donizetti Hernandez

Além Do Tempo
Vinicius de Moraes

Esse amor sem fim, onde andará?
Que eu busco tanto e nunca está
E não me sai do pensamento
Sempre, sempre longe
Esse amor tão lindo que se esconde
Nos confins do não sei onde
Vive em mim além do tempo
Longe, longe, onde?
Por que não me surges nessa hora
Como um sol
Como o sol no mar
Quando vem a aurora
Esse amor que o amor me prometeu
E que até hoje não me deu
Por que não está ao lado meu?
Esse amor sem fim, onde andará?
Esse amor, meu amor,
Onde andará? Marcas Poéticas - direito autoral de Aparecido Donizetti Hernandez

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Lilian Regina de Andrade

Publicado em 25 de janeiro de 2010
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A Tela em branco

A arte literária é consequência da própria vida, viver é a arte do inexplicável, das dúvidas e da esperança.

Aparecido Donizetti Hernandez


A TELA EM BRANCO
Cyroba Cecy Braga Oliveira Ritzmann

O medo, a incerteza, a timidez se agigantam.
Impotente, perante a natureza,
A mão treme, o pincel não controla.

A reação não demora,
O ideal é mais forte.

O sentir, o desejo, o prazer nos invadem,
os problemas se dissipam,
a dor desaparece,
a solidão se vai,
o espírito se eleva.

Centelhas de luz em cada pincelada.
A cor, o tom, a forma, o equilíbrio, a harmonia...
Tudo se mescla.

O quadro se enriquece
No final...
É a alma do pintor que na Tela aparece.

















Marcas Poéticas - direito autoral de Aparecido Donizetti Hernandez

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Lilian Regina de Andrade

Publicado em 26 de janeiro de 2010
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Canção do Exílio


A arte literária é consequência da própria vida, viver é a arte do inexplicável, das dúvidas e da esperança.

Aparecido Donizetti Hernandez




CANÇÃO DO EXÍLIO
Gonçalves Dias

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar –sozinho, à noite–
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que disfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Marcas Poéticas - direito autoral de Aparecido Donizetti Hernandez

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Lilian Regina de Andrade

Publicado em 27 de janeiro de 2010
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Passagem

A arte literária é consequência da própria vida, viver é a arte do inexplicável, das dúvidas e da esperança.

Aparecido Donizetti Hernandez

PASSAGEM
Marise Ribeiro

Senti que havia um pássaro
adormecido dentro de mim.
E as asas que eu não possuía,
nasciam enfim.
Pena a pena, cor a cor.
Tornaram-se prontas.
Prontas para que?
Que pássaro seria eu?
Uma águia poderosa e caçadora,
espreitando suas presas
dos rochedos escarpados?
Ou um canário, com seu canto maravilhoso
anunciando a primavera?
Ou mesmo com as penas nascidas,
seria apenas uma ave que não voa?
Bati fraca e timidamente,
minhas asas virgens.
Fui dominando meus medos.
Senti-me levitando, subindo, subindo.
Parei no ar e minhas asas,
como num frenesi,
batiam aceleradamente.
Foi então que descobri,
que nasci um colibri!
















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Lilian Regina de Andrade

Publicado em 27 de janeiro de 2010
Grupomahavidya




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Estrela da minha noite

A arte literária é consequência da própria vida, viver é a arte do inexplicável, das dúvidas e da esperança.

Aparecido Donizetti Hernandez





Estrela da minha noite
L P Baçan

Quando nas noites vazias
Eu penso em você, tão distante de mim;
Quando a saudade me bate
E a falta que sinto parece meu fim:
Eu saio, na noite, vou ser uma estrela
Esperando, quem sabe, a chance de vê-la.

Quando eu consigo escutar
O bater compassado do meu coração
Quando o silêncio me traz
O desejo de tê-la ao alcance da mão
Eu saio, na noite, vou ser uma estrela
Esperando, quem sabe, a chance de vê-la.



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Lilian Regina de Andrade

Publicado em 29 de janeiro de 2010
Grupomahavidya




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sábado, 30 de janeiro de 2010

Nós


NÓS


Quando as folhas cairem nos caminhos,
Ao sentimentalismo do sol-poente
Nós dois iremos vagarosamente,
De braços dados, com dois velhinhos

E que dirá de nós toda esta gente
Quando passarmos mudos e juntinhos?
- "Como se amaram esses coitadinhos!
Com ela vai, como ele vai contente!"

E por onde eu passar e tu passares,
Hão de seguir-nos todos os olhares
E debruçar-se flores nos barracos...

E por nós, na tristeza do sol-posto,
Hão de falar as rugas do meu rosto
E hão de falar os teus cabelos brancos!


MEG MULHER POEMA E EMOÇAO
30.01.10 SAO LOURENÇO MG

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

TEATRO DA VIDA

Imagem - Tânia Sueli (Mahavidya) (Lilian Regina Andrade para grupomahavidya)













TEATRO DA VIDA
Aparecido Donizetti Hernandez


Quantas saudades sinto de ti!
Não vês , não sentes... mas sempre estou à sua espera
quando partes para a guerra - guerra que travas com seus conceitos,
com sua historia, com seus medos.

Medo de quê tens?,
Sofreres, magoar-se?
Medo da vida,
medo do passado,
medo do futuro,
do presente?

Medo de quê?
Medo, do medo,
Medo da vida?
Sim , medo da distância.

A vida pode se um teatro,
Mas que nós sempre possamos representar os papéis
em defesa da humanidade,
do amor, da compreensão,
da cumplicidade do nosso amor!



sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

DIAS DE OLGA





Dias de Olga

Mãos colhem palavras.
Bordam poemas
dentro das horas.

Colhem flores,
guardam vestidos,
embalados com fios
de neve e luz.

Calma,
a tarde namora nuvens,
gaivotas
e mares.

Raimundo Lonato


edição:
Dama do Lago

amor em liberdade

AMOR EM LIBERDADE
Aparecido Donizetti Hernandez
20/01/20010 – 11h07






Escrever sobre o amor e o desamor,
Não é tarefa fácil, pra quem somente prega o amor.
Não existem desamores, existe desilusão.

O amor é inexplicável, quando o amor,
Pode ser entendido de várias formas,
O amor entre duas pessoas de forma imaterial.

Distinguir entre o amor material e o imaterial,
O amor pregado sublime e inconteste pela vida,
O amor pregado pela Humanidade,
O amor pela liberdade...

Oh! Amor que tenho por ti que choras,
Na distância que nos separa, maior que
A distância entre a vista das Janelas de Marília e Dirceu,
E somente te encontro em meus sonhos,
Não há para nós nem mesmo a fonte dos suspiros.
Suspiro somente em meus sonhos sem fonte e sem você,
Suspiro de angustia de não poder te ver.

Não juro mentiras, o que importa é não ser vencido,
Em minhas veias corre o sangue dos mouros; o sangue cigano; o sangue espanhol,
Esse sangue latino; de muitas misturas dos que nunca são vencidos; dos que amam
Para serem amados!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

RECORDAÇÃO... ETERNIZAÇÃO

RECORDAÇÃO... ETERNIZAÇÃO.
Aparecido Donizetti Hernandez


Quero desligar-me da matéria e espírito.
Meu eu está abalado, crise existencial...
Foge-me a força de resistir...
Resisto, sofro... Cedo sofro

Qual caminho aqui?
Difícil decisão!
Oh! Homem porque preferes sempre
Os caminhos mais difíceis?

Vem vindo a hora de acabar,
O homem do sonho, da vida.
Senti uma fraqueza, sorrio de amorosa!
Vem uma revolta: Se sofro!?

Grande matéria sem recursos, desmantelada.
Porém permanece um desejo mole.
Talvez me assombra o arrependimento.
O homem-da-vida afirma, Não.

Mas o homem-do-sonho dá um uno: NÃO!
Quero desligar-me da matéria e espírito.
Meu eu está abalado, crise existencial...
Foge-me a força de resistir...

Resisto, sofro... cedo sofro
Qual caminho aqui?
Difícil decisão!
Oh! Homem porque preferes sempre
Os caminhos mais difíceis?

Comentário de Rosangela Maria Zanin em agosto de 2009
http://lh6.ggpht.com/_Gyx6W1RHHjo/S0vPVJJO9_I/AAAAAAAAAIg/yK2HKlAv2Xk/s400/ln%5B2%5D.jpg
vc é muito sensível, percebeu muito além das minhas percepções, e devo concordar com sua interpretação, pois realmente existe muito claro nela uma grande dúvida existencial do ser humano "homem", e nessa luta o nascer e o desenvolver de recusas do existir, deixando claro assim uma guerra interna bem maior que a externa....Vc é muito sensível menina!!!! Obg pelas palavras, beijos de boa noite!!!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

SIMBOLISMO DE UMA ROSA



SIMBOLISMO DE UMA ROSA
Aparecido Donizetti Hernandez

Por mais que nosso coração,
tente reter e guardar mágoas,
por mais triste que estejamos,
por mais espinhos que tivemos,
durante nossa existência,
nunca deixamos de ter a coisa mais importante,
que Deus nos deu e seu filho nos ensinou,
quando esteve entre nós – o amor!

Em realidade, nosso coração,
por mais mágoas e solidão que sente,
nunca deixará de ser o jardim do Senhor
- Onde brota o amor –
Em um jardim pode até ter ervas daninhas semeadas
por pássaros da solidão e das mágoas,
mas sendo um jardim, sempre haverá lugar para as rosas,
e ela sempre chamará mais a atenção que as outras plantas.
Ela simboliza o amor, será sempre o que mais despontará,
mesmo quando nosso coração parecer rodeado de fogo
que queima e nos maltrata.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

MENINO AZUL

A arte literária é consequência da própria vida, viver é a arte do inexplicável, das dúvidas e da esperança.

Aparecido Donizetti Hernandez






MENINO AZUL
Ana Branca

Montado no cavalo dos sonhos
pulava feito arlequim da vida,
imitando floridamente
as realidades do mundo apresentado!
O gênio despontava primitivo
como sangue em suas veias...
borboleteava em fascínio,
qual bailarino de clássicas escolas!

A música perdurava em si
do gesto mais encoberto,
ao deambular escancarado!
Enrolava-se num serpenteado,
para se deslocar em asas cristalinas,
como doce manhã escondida na noite,
rompe nos dedos amarelos do Sol...

Tinha a longevidade bela da reverência,
no agradecimento ao povo participante.
Partia feito um sopro dobrado,
ao vento esvoaçante do etéreo,
numa sinfonia de eterna comunhão!
Pulava qual esterilizada gazela
ou arremessava em arrobo de leão,
tocando a perenidade do gesto...

Rematava num lançamento ardiloso,
os braços esticados ao alto
na epopéia do triunfo alcançado...
Era o menino de rosto e alma azul,
porque morava no céu da fantasia,
vestido de aladas asas,
no voo frágil de criança angelical!





Marcas Poéticas - direito autoral de Aparecido Donizetti Hernandez


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Lilian Regina de Andrade

Publicado em 04 de janeiro de 2010
Grupomahavidya




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MENINO AZUL

A arte literária é consequência da própria vida, viver é a arte do inexplicável, das dúvidas e da esperança.

Aparecido Donizetti Hernandez




MENINO AZUL
Ana Branca

Montado no cavalo dos sonhos
pulava feito arlequim da vida,
imitando floridamente
as realidades do mundo apresentado!
O gênio despontava primitivo
como sangue em suas veias...
borboleteava em fascínio,
qual bailarino de clássicas escolas!

A música perdurava em si
do gesto mais encoberto,
ao deambular escancarado!
Enrolava-se num serpenteado,
para se deslocar em asas cristalinas,
como doce manhã escondida na noite,
rompe nos dedos amarelos do Sol...

Tinha a longevidade bela da reverência,
no agradecimento ao povo participante.
Partia feito um sopro dobrado,
ao vento esvoaçante do etéreo,
numa sinfonia de eterna comunhão!
Pulava qual esterilizada gazela
ou arremessava em arrobo de leão,
tocando a perenidade do gesto...

Rematava num lançamento ardiloso,
os braços esticados ao alto
na epopéia do triunfo alcançado...
Era o menino de rosto e alma azul,
porque morava no céu da fantasia,
vestido de aladas asas,
no voo frágil de criança angelical!





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Lilian Regina de Andrade

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domingo, 3 de janeiro de 2010

O JARDIM



A arte literária é consequência da própria vida, viver é a arte do inexplicável, das dúvidas e da esperança.

Aparecido Donizetti Hernandez

O JARDIM
Alba Albarello



O jardim é como a Literatura
que nos leva a mexer a todo o instante.
É uma horta...
com idéias,
cuidamos, regamos.
Colheita das primeiras flores
como as primeiras letras.
É um riacho de imaginações,
se não forem regadas com águas puras,
para cultivarmos as virtudes da natureza,
elas fenecem...
E as flores desses jardins,
possuem muitas vozes,
nem sempre ouvidas,
são imaginadas,
e com criatividade para sobreviver.
Elas são flores e também sofrem.
Assim como esse grande jardim,
também a Literatura,
pode florescer.
Os jardins são como os corações,
necessitam de cuidados.
E são belos, com direito
ao carinho, sabedoria
experiências dos semeadores
da natureza.






Marcas Poéticas - direito autoral de Aparecido Donizetti Hernandez


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Lilian Regina de Andrade

Publicado em 03 de janeiro de 2010
Grupomahavidya




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sábado, 2 de janeiro de 2010

LIBERDADE

LIBERDADE

Paul Eluard


Nos meus cadernos de escola
Nesta carteira nas árvores
Nas areias e na neve
Escrevo teu nome

Em toda página lida
Em toda página branca
Pedra sangue papel cinza
Escrevo teu nome

Nas imagens redouradas
Na armadura dos guerreiros
E na coroa dos reis
Escrevo teu nome

Nas jungles e no deserto
Nos ninhos e nas giestas
No céu da minha infância
Escrevo teu nome

Nas maravilhas das noites
No pão branco da alvorada
Nas estações enlaçadas
Escrevo teu nome

Nos meus farrapos de azul
No tanque sol que mofou
No lago lua vivendo
Escrevo teu nome

Nas campinas do horizonte
Nas asas dos passarinhos
E no moinho das sombras
Escrevo teu nome

Em cada sopro de aurora
Na água do mar nos navios
Na serrania demente
Escrevo teu nome

Até na espuma das nuvens
No suor das tempestades
Na chuva insípida e espessa
Escrevo teu nome

Nas formas resplandecentes
Nos sinos das sete cores
E na física verdade
Escrevo teu nome

Nas veredas acordadas
E nos caminhos abertos
Nas praças que regurgitam
Escrevo teu nome

Na lâmpada que se acende
Na lâmpada que se apaga
Em minhas casas reunidas
Escrevo teu nome

No fruto partido em dois
de meu espelho e meu quarto
Na cama concha vazia
Escrevo teu nome

Em meu cão guloso e meigo
Em suas orelhas fitas
Em sua pata canhestra
Escrevo teu nome

No trampolim desta porta
Nos objetos familiares
Na língua do fogo puro
Escrevo teu nome

Em toda carne possuída
Na fronte de meus amigos
Em cada mão que se estende
Escrevo teu nome

Na vidraça das surpresas
Nos lábios que estão atentos
Bem acima do silêncio
Escrevo teu nome

Em meus refúgios destruídos
Em meus faróis desabados
Nas paredes do meu tédio
Escrevo teu nome

Na ausência sem mais desejos
Na solidão despojada
E nas escadas da morte
Escrevo teu nome

Na saúde recobrada
No perigo dissipado
Na esperança sem memórias
Escrevo teu nome

E ao poder de uma palavra
Recomeço minha vida
Nasci pra te conhecer
E te chamar
Liberdade

NINFEIA

NINFEIA:

Como poeta, expresso minha visão do mundo através de meus textos e quanto mais eu vivo nesse mundo, entendo que há necessidade de uma incrível transformação, pois, infelizmente, o grande mestre e revolucionário Jesus de Nazareth, apesar das torturas por que passou e da morte horrenda que teve,não conseguiu chegar lá.Não posso afirmar que seu sacrifício foi em vão mas posso dizer que uma forma maior de maldade ele não conseguiu evitar e a própria igreja que ele incumbiu Pedro de construir, não foi suficiente para evitar esse mal.E em alguns momentos da História ajudou bastante que ele assumisse o timão.
Não sou pessimista, meus amigos, sou uma otimista e acredito que a justiça social ainda acontecerá. E sou tão otimista que aos 60 anos acredito que ela ainda possa acontecer enquanto estou na Terra.
É na forma de poesia que desejo a todos o melhor e que todos saibamos trabalhar para acabar com o pior.

APESAR...


Apesar das diferenças
Apesar das injustiças
Apesar das incertezas
Ainda assim, é Natal!

Esqueçamos as ofensas
Esqueçamos os deslizes
Lembremos da beleza
Pois estamos no Natal!

Nada de cobranças
Nenhuma cisma
Sentemos à mesa
Ora, é o Natal!

Mas sempre pensemos:
Amanhã é outro dia
E outro virá depois dele
Porque já passou o Natal!
24-12-09
Ninfeia G


CAROS AMIGOS

Caros amigos
De minha rede virtual
Bom dia!
O que nos anima
Neste Natal
Que se anuncia?
Estamos vivos
É bom sinal!
O que seria
De nossas vidas
Sem o Natal?



Caros amigos


Não levem a mal
Bom, não seria,
Todos felizes?
Mais um Natal!
E, quem diria!
Nada revisto
No trivial.
Já se previa.

13-12-09

Ninfeia G


sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

TEMPO

A arte literária é consequência da própria vida, viver é a arte do inexplicável, das dúvidas e da esperança.

Aparecido Donizetti Hernandez


TEMPO
Valdir Merege Rodrigues

Lança ao vento
Lento
Os teus propósitos
De conquista
E insista
Na caminhada
Essa jornada é
A fé
No compasso que embala
O tempo
Lento
Que te determina
E faz figura
Segura
A refletir fascinio
Daquilo
Naquilo
Que é desconhecido!

O tempo aceita
E acata
O que vem de ti
E vai de encontro
Ao confronto
Da verdade
Onde a razão se ajusta
A custa
Do que entendemos
De reflexos
E amplexos
Quando nos entregamos
Aos caprichos que dominam
E ensinam
A caminhar quem no tempo
Fez-se sábio
E sóbrio
Aceitou os desígnios da vida!




Marcas Poéticas - direito autoral de Aparecido Donizetti Hernandez


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Lilian Regina de Andrade

Publicado 01 de janeiro de 2010
Grupomahavidya




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QUE É POESIA

A arte literária é consequência da própria vida, viver é a arte do inexplicável, das dúvidas e da esperança.

Aparecido Donizetti Hernandez


QUE É POESIA

* Marco inicial da Literatura?
* Voz da emoção?
* Filosofia em verso?
* Mensagem sublime?
* Divagação da fantasia?
* Descrição de um sonho?
* Expressão artístico-literária do sentimento?
* Melodia sem nota musical?
* Palavras razoáveis em versos incompreensíveis?
* Gênio da imaginação?
* Segredo de um romance?
* Dança rítmica das palavras nos versos?
* Imaginação com vestes de inteligência?
* Mensagem do coração ao cérebro?
* Materialização do inexistente?
* Sorriso dos românticos?
* Desabafo dos angustiados?
* Lenitivo dos sofredores?
* Açoite dos desumanizados?
* Mística da Literatura?
* Realidade do sentimento?
* Letra de um hino?
* "Strip tease" da alma humana?
* Palavras perdidas de uma literatura inútil?
* Racionalidade do coração?
* Oásis do deserto literário?
* Forma da ópera?
* Mistério da Literatura?
* Musa das palavras inspiradas?
* Última estância da arte literária?


Literatura que não contribui com o aperfeiçoamento do ser humano é pervesa ou inútil.

Lairton Trovão de Andrade

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Lilian Regina de Andrade

Publicado 26 de dezembro de 2009
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CARROÇA DE TOLDA

A arte literária é consequência da própria vida, viver é a arte do inexplicável, das dúvidas e da esperança.

Aparecido Donizetti Hernandez


Carroça de tolda


Cedo, a carroça
Já vai na estrada.
Vai a parelha
Bem ajaezada:
Franja de guizos
Pela testada...
Cantam os guizos
Na madrugada.

Parece, a tolda,
Lenço de lona.
De lenço branco
Vai a colona.
Pelo arvoredo,
Há uma neblina,
Que é um alvo lenço
De musselina.

Rosto curtido,
Mão calejada,
Guia a colona
Lenta e calada.
Geme a carroça,
Tão carregada!
Cantam os guizos
Na madrugada...

Helena Kolody



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Lilian Regina de Andrade

Publicado 27 de dezembro de 2009
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LIBERDADE

A arte literária é consequência da própria vida, viver é a arte do inexplicável, das dúvidas e da esperança.

Aparecido Donizetti Hernandez




Liberdade
Paul Eluard


Nos meus cadernos de escola
Nesta carteira nas árvores
Nas areias e na neve
Escrevo teu nome

Em toda página lida
Em toda página branca
Pedra sangue papel cinza
Escrevo teu nome

Nas imagens redouradas
Na armadura dos guerreiros
E na coroa dos reis
Escrevo teu nome

Nas jungles e no deserto
Nos ninhos e nas giestas
No céu da minha infância
Escrevo teu nome

Nas maravilhas das noites
No pão branco da alvorada
Nas estações enlaçadas
Escrevo teu nome

Nos meus farrapos de azul
No tanque sol que mofou
No lago lua vivendo
Escrevo teu nome

Nas campinas do horizonte
Nas asas dos passarinhos
E no moinho das sombras
Escrevo teu nome

Em cada sopro de aurora
Na água do mar nos navios
Na serrania demente
Escrevo teu nome

Até na espuma das nuvens
No suor das tempestades
Na chuva insípida e espessa
Escrevo teu nome

Nas formas resplandecentes
Nos sinos das sete cores
E na física verdade
Escrevo teu nome

Nas veredas acordadas
E nos caminhos abertos
Nas praças que regurgitam
Escrevo teu nome

Na lâmpada que se acende
Na lâmpada que se apaga
Em minhas casas reunidas
Escrevo teu nome

No fruto partido em dois
de meu espelho e meu quarto
Na cama concha vazia
Escrevo teu nome

Em meu cão guloso e meigo
Em suas orelhas fitas
Em sua pata canhestra
Escrevo teu nome

No trampolim desta porta
Nos objetos familiares
Na língua do fogo puro
Escrevo teu nome

Em toda carne possuída
Na fronte de meus amigos
Em cada mão que se estende
Escrevo teu nome

Na vidraça das surpresas
Nos lábios que estão atentos
Bem acima do silêncio
Escrevo teu nome

Em meus refúgios destruídos
Em meus faróis desabados
Nas paredes do meu tédio
Escrevo teu nome

Na ausência sem mais desejos
Na solidão despojada
E nas escadas da morte
Escrevo teu nome

Na saúde recobrada
No perigo dissipado
Na esperança sem memórias
Escrevo teu nome

E ao poder de uma palavra
Recomeço minha vida
Nasci pra te conhecer
E te chamar
Liberdade




Marcas Poéticas - direito autoral de Aparecido Donizetti Hernandez


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Lilian Regina de Andrade

Publicado 28 de dezembro de 2009
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