terça-feira, 30 de agosto de 2011

EVOCAÇÃO

Evocação.
Delasnieve Daspet


Evoco tua alma.
Te chamo na lembrança.
E sei que me ouves,
E sei que lembras,
E sei que amo,
E sei que amas...

Já és história – lembro-te, sentimentos!
Lembro-te, saudades!
Lembro-te, sonhos!
Chamo teu espírito
Para que se funda ao meu
Para que no éter se espalhem,
Para que se misturem as nuvens gasosas,
Para que flutuem nas matas,
Para que se condensem nos rios,
Para que, como aves, cantem em surdina,
Para que, como flores, se abram, a cada manhã.
Ao beija-flor o néctar,
Grãos de areia espalhadas, infinitos,
Juntos no eterno amor de outrora!

http://www.poetasdelmundo.com/Poetas/600/Delasnieve%20Daspet




segunda-feira, 29 de agosto de 2011

PRIMEIRO DIA

PRIMEIRO DIA
Ruthy Neves
Poetas Del Mundo- Cônsul -Taubaté-SP


Lavei meu corpo.
Limpei minha alma.
Estou nua a te esperar.
Numa ansiosa calma...
que me faz vibrar.
Não demores pra chegar.
O vinho e as taças já estão no lugar.
Mil pétalas de rosas vermelhas... espalhei...
só para perfumar.
Será o primeiro dia...
de um grande amar.
Deixe-me te mostrar como também sei agradar.
Tenho fantasias que nunca pude externar.
Venha logo!
Eu quero te abraçar.
Deixar-me possuir...
Te amar até a noite findar.








domingo, 28 de agosto de 2011

FOGÃO A LENHA

Fogão a Lenha
Causos da Nona
Extraído da fábula de domínio popular
Aparecido Donizetti Hernandez
Em minha infância ouvi muitas histórias à beira do fogão à lenha, contadas por minha avó, visto que todas elas sempre com sabedoria popular, tendo seu fundo de verdade: histórias e fábulas que se perderam no tempo; histórias que ninguém sabe onde começou e quem as criou.E assim, contou, certa vez, minha avó:
"Nos primórdios tempos, onde a capivara ainda tinha rabo, cujo rabo era esbelto, lindo e vistoso, a capivara cuidava-o com muito zelo, considerando seu rabo o mais belo da fauna, e o era.
Num belo fim de tarde de verão, onde o sol quase se pondo no horizonte e a brisa fresca e suave amenizando o calor do dia; a capivara, com seu esbelto rabo, sentou-se à beira da estrada acompanhada de seu melhor amigo, o macaco - também com seu lindo e longo rabo. Ambos à beira da estrada... larga estrada de areão, onde raramente passava viva alma. Ali sentados contavam histórias um ao outro, lembravam de fatos já passados, que juntos fizeram e colocavam em dia os assuntos vigentes da floresta.
À beira da estrada, macaco e capivara estendiam seus rabos sobre a branca areia do caminho, tranquilos e proseadores mantinham-se dessa forma. Ocorreu que nessa tarde, ao longe, se ouvia o ranger de rodas, e logo a capivara alerta seu companheiro e amigo:
- Compadre Macaco não quero deixá-lo preocupado, mas o ranger são de rodas de um carro de boi.
O macaco não deu a menor importância para o alerta da Capivara e continuava com seu longo rabo sobre a estrada de areão.
A amiga capivara não entendia porque o macaco somente continuava a contar histórias de forma empolgada e fazendo estrepolias, não dando atenção ao seu alerta.
- Compadre Macaco, já estou avistando ao longe... é mesmo um carro de boi, com oito juntas e está vindo em nossa direção, tire seu rabo da estrada.
O macaco somente continuava com suas estrepolias e contando suas histórias, mantendo seu longo rabo sobre a estrada.
- Compadre macaco, tire seu rabo da estrada, o carro de boi está muito próximo. O macaco nada de tirar seu longo rabo do meio da estrada.
O carro de boi com oito juntas, carregado e rangendo suas rodas, aproxima-se mais e mais, e nada do macaco tirar seu longo rabo da estrada. A capivara continuava a se preocupar com o rabo do amigo macaco estendido sobre a estrada de areão.
- Compadre Macaco, o carro de boi está chegando e seu rabo continua na estrada.
O carro de boi chegou, o macaco recolheu seu rabo e sentou-se em cima; a capivara, que estava preocupada com o rabo de seu amigo macaco, esqueceu-se que o seu esbelto e lindo rabo, que tanto admirava, também estava na estrada, e o carro de boi passou por cima, decepando-o.
Por isso hoje as capivaras não tem mais rabo. Quem cuida do rabo dos outros esquece seu próprio rabo".
Assim, ouvi enquanto menino, histórias e fábulas, contadas por minha avó à beira do fogão a lenha...



sábado, 27 de agosto de 2011

FOI ASSIM

"Foi assim"
Graça Ribeiro


Quando te vi atravessando a rua
meu coração pediu passagem
para ficar dentro de ti

Quando consegui ver teu olhar
senti o sonho me enlaçar
e quis acordar te amando

Quando pude ouvir tua voz
perdi o chão e fui ao céu
e vi poesia em nós

Quando encostei no teu braço
meu corpo pediu mais
e caí nos teus abraços

Foi assim que o meu amor
chegou pra morar em mim
foi assim...

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

SEMPRE PROCURAR

SEMPRE PROCURAR
Ruthy Neves



Viro esquinas...
Mas não mudo meus rumos.
A esperança é encontrar...
Te encontrar...
Em qualquer direção.
Para minha vida ter sentido.
E me encher de emoções.
Fortes e verdadeiras.
Um amor...
Para a vida inteira.

Onde estás...
Não te acho em nenhum lugar.
Eu sempre te esperei.
Mas nunca te avistei.
Tu irás chegar?


Cônsul de Taubaté  - SP - Poetas del Mundo

Cônsul de Taubaté - SP-Poetas Del Mundo

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

ABSOLUTO

ABSOLUTO
- Faces do Amor -
Aparecido Donizetti Hernandez
24 de agosto de 2011.
10h07



O tempo é relativo...
Há momentos de felicidade
Que somente nossa retina pode registrar
Ou nosso corpo sentir...

- Pequenos gestos do bebê
Quando nos reconhecem,
Leves movimentos do feto no útero,
Pequenos toques de afago,
Uma pequena folha caindo ao vento,
O rodopiar da paina
Levada ao acaso pelos céus -

Nessa efêmera vida
Onde a relatividade do tempo passa em segundos
Somente o amor não pode ser relativo...
Ele transpassa o tempo todos os tempos.

- Que o amor tenha em nossas vidas
O calor intenso do sol
E seja para nossas almas
Refrescante como a suave brisa dos dias de verão.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

NATUREZA

NATUREZA
Ruthy Neves


Saindo pela manhã, caminhando sem destino...
só observando a vida correr.Pássaros alçando vôos em alegres revoadas...
parando para gorjear bem no alto sem nada temer.


Borboletas livres riscando desenhos no ar...
indo de flor em flor num alegre bailar.
Encontrando as abelhas que de beijo em beijo...
retiram o néctar para o mel fabricar.


E o beija-flor completa esta revoada...
espalhando o pólen para outros lugares...
refazendo o ciclo de recriar...
as maravilhas que enchem nossos olhares.


Tudo isto passando pelos meus olhos...fazendo-me ver que obra prima...
que perfeição.Vejo que tudo tem um significado...
para que se obtenha uma perfeita união.

Ruas e travessas lotadas de pessoas caminhando...
em direção ao parque em busca de qualidade de vida.
Não estou sozinha nesta empreitada...
buscamos a saúde que achávamos perdida.


O planejamento foi perfeito para nos dar...
bem-estar, lazer, saúde, trabalho e alimento...
nesta terra abençoada com fartura sem fim.
E sem compreender perdemos isto a cada momento.


Por interesses financeiros o ser humano destrói...
quebrando a harmonia perfeita colocada de graça na natureza.
A ignorância de certos valores faz tudo fenecer.
Ruindo o sonho do bem viver de quem quer viver com beleza.


Vamos cuidar de nossos jardins e espaços.
Não é só de arranha-céus e asfaltos que queremos viver...
Para onde levaremos nossos netos...
quando quiserem a natureza conhecer?


Há algum tempo atrás li uns dizeres...
dentro de um espaço de preservação.
São palavras mágicas...
que entram na mente e não saem não.


Aqui é um lugar...
para você vir e desfrutar.
Nada se tira... a não ser fotos.
Nada se deixa...a não ser pegadas.
Nada se leva...a não ser a paz.
Para um dia distante...mas que vai chegar...
seus filhos, netos e bisnetos... aqui poderem vir brincar.


Que versos lindos!
Que grande sabedoria!Ensinam a preservação da natureza...
que com maestria...
O Grande Artesão idealizou e criou com presteza.

Ruthy Neves





VÔCÊ É O SOL DA MINHA VIDA

Você é o sol da minha vida.
By - Suleny Maia.



Este mesmo sol que brilha, e deixa o dia mais bonito...
Transmite os raios que dizem em simples palavras.
Te amo,
Te quero,
Te desejo,
Vem sentir este coração que só tem as batidas de amor por você...
Seja sempre o vício que quero ter, a ternura que sinto que assim
como a flor, enfeita este jardim de fantasias...
Penetre na alma de quem sabe sentir e viver entre emoções e razões...
São mistérios sem explicações, que a presença da paixão faz
acelerar como um vulcão, e espalha chamas por todos os lados.



O PERFUME DO TEU CORPO...

O perfume do teu corpo...
Gildina Roriz (Magy)


Voamos nas asas do tempo,
Que depressa passou...
O amor que prometia durar,
em brumas se dissolveu. Acabou!

A decepção doeu tanto,
que a primavera chegou e nem foi notada...
Foi embora... Voltou,
e mais uma vez foi ignorada.

A vida se embrenhou pelo inverno...Que se tornou eterno...
Fez tudo que agente sonhou mofar.

Porém, o perfume que emanava do teu corpo,
ficou preso no meu pensamento. Esqueceu de exalar.


Arte: Vera Jarude

DEPOSTO PELO AMOR

DEPOSTO PELO AMOR
Jorge Humberto
20/08/11




Nesta solidão, que me desassossega,
com janelas fechadas para o fora,
e espelhos oblíquos, escarnecendo
de mim, está o meu eu, infecundo

e maltratado. Meus braços são setas,
que me trespassam, de lado a lado,
trazendo-me a agonia, dos dias sempre
iguais, numa cáustica escuridão, que ofende.

Inerme e sensível, toda e qualquer realidade,
se me mostra atroz, e estrangeiro
me sinto, neste corpo, que já não é meu,
perdido que está, a um canto poeirento.

E neste desencanto, onde tudo me parece
feio e insalubre, há resquícios de
tempos passados, onde imperava meu
ser solitário, calcorreando estradas ilusórias.

E escarrando na parede, deste fundo de
estação, lembro-me de quem fui, certo dia:
alguém que se olvidou e se negou a si mesmo,
e que pelo amor, jazendo, foi deposto.


terça-feira, 23 de agosto de 2011

DESAMOR

Desamor
Delasnieve Daspet

Doce, como a tristeza.
Longo, como som do silêncio.
Uma ressonância longínqua de passos.
É como uma estátua de gelo
Do glacial véu de teu olhar.

Como anos tristes que pesam nos ombros.
Noites intermináveis de saudades.
Horas que transitam vazias.
Um abraço incompleto.
Um oceano profundo separa
O que não irá se unir...

Assim como o anoitecer no sertão
Uma composição de imagens diferentes,
O rosto do desamor
É como voz visceral numa sinfonia quebrada.
Campo Grande MS

DILUO-ME

DILUO-ME...
Anna Peralva


Apago a vidacorrompida...
Desato sonhosora bisonhos.
E qual fumaçasou sombra que passa,além de ti, de mim...
Presa num tempoelusivo, não avanço...
Nos espinhos do contratempoesperanças jamais alcanço!
Num tosco toco de velaalma enfim revela o limiar do fim!
Não há paz...Silêncio desfaztudo que fui!
Diluo-me então,pois nada fluina escuridão...

17/08/2011
*Inspirada na imagem*

CHORA POESIA

CHORA POESIA
Fatima Mello - Fofinha


 
CHORA POESIA, NAS MÃOS QUE FALAM DE AMOR
MAS NAS ENTRELINHAS
E ÓDIO QUE DESPEJA
CHORA POESIA,
QUANDO O FEL DESTILADO
JORRA NA INCOERÊNCIA
DE QUEM TEM O DOM
DE MASCARAR O ÓDIO PELO AMOR VIL
AQUELE QUE FERE QUE MATA
AS PALAVRAS DA POESIA,
ASSIM COMO TRÁS ALENTO
PODE VIR A DESTRUIR,
NO DIGLADIO DE SER MELHOR
CHORA POESIA
O POETA NEM SEMPRE E COERENTE
NO QUE DIZ E ESCREVE
CHORA POESIA

CHORA POESIA, NAS MÃOS QUE FALAM DE AMOR
MAS NAS ENTRELINHAS
E ÓDIO QUE DESPEJA
CHORA POESIA,
QUANDO O FEL DESTILADO
JORRA NA INCOERÊNCIA
DE QUEM TEM O DOM
DE MASCARAR O ÓDIO PELO AMOR VIL
AQUELE QUE FERE QUE MATA
AS PALAVRAS DA POESIA,
ASSIM COMO TRÁS ALENTO
PODE VIR A DESTRUIR,
NO DIGLADIO DE SER MELHOR
CHORA POESIA
O POETA NEM SEMPRE E COERENTE
NO QUE DIZ E ESCREVE
ALGUNS USAM DO DON APENAS PRA QUERER SUBIR
SEM SE IMPORTAR QUE ESTA AO SEU LADO.

O TEMPO PASSA...

O Tempo Passa....
Teka Nascimento


Tempo parado em reflexão
Momentos eternos passando,
Sentindo a batida da solidão
E neste tempo sigo caminhando.

Minutos em horas se transforma
O coração parado nessa espera,
Marcando a batida na demora
Lento, frágil nessa quimera.

Reflete o tempo, em espera
Pausando devagar o respirar
Morrendo aos poucos sem lamentar

Reflexo, reflexão, tempo em agonia
Oras passadas, vida sem aurora
É o tempo levando a alegria.



LP.25/05/2007

Publicado no Recanto das Letras em 26/05/2008
Código do texto: T1005464




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LOUCURAS DE AMOR

LOUCURAS DE AMOR
Edson Carlos Contar



Ao gostinho de amor da tua pele,
O champanhe e a cereja acrescentei,
Cascatas, meandros e regatos explorei.
E num festival de mágicos e loucos desejos,
Percorri teu corpo abençoado,
Colhendo o fruto de excitante pecado...



E fiz-me taça do teu desvario,
Qual Baco a oferecer o néctar profano,
Embebedando a deusa abstêmia,
Perdida em sonhos de um amor insano...



E nos sorvemos a sonhar estrelas,
Perdidos, loucos em nossa embriaguez,
E no enlevo desse amor tão lindo,
Nos consagramos pela insensatez...



... Despertos, num letárgico cansaço,
Voltamos à nossa verdadeira vida,
Afastados, mas de magia constante.
E a tristeza dominando aquele instante,
Vivemos a dor de nova despedida...



Até... Saudade!...

domingo, 21 de agosto de 2011

CHEIRO DO PASSADO

Cheiro do Passado
Delasnieve Daspet


Quanto resta da estação das rosas?
Já não acompanho o tempo.
O frio da saudade me toma.

Faz tempo, é verdade!
As pedras já se cobrem de musgos,
Eu caminho
Em busca da rosa rubra!

E o cheiro do passado
( Tomilho, manjericão, lavanda, rosas )
Que torna e toma conta,
E me fazem sonhar todos os sonhos....
Absurdos sonhos, as escondidas!

No olhar que sorri para mim
Revejo nossas tristezas,
Nossas pequenas alegrias,
E no baixar da cortina,
O grande silêncio da eternidade!
Campo Grande MS











SUBLIME EXISTÊNCIA




sexta-feira, 19 de agosto de 2011

TRANSMUTAÇÃO DA ALMA

TRANSMUTAÇÃO DA ALMA
Aparecido Donizetti Hernandez



Quando encontrar-se com saudades,
Com aflições, com dúvidas, com desejos...
Com medo de minha ou de sua partida
Imaginando estares na escuridão onde não há amor,
Nunca te esqueças, tu és a luz do nosso amor,
Não tema! Não tema a escuridão,
Pois você irradia luz,
Não chores, seus lábios e seus olhos
Foram feitos para sorrir,
Não peça-me para ficar, tu me atrais como um imã...
Tu és a gravidade que segura meu corpo firme ao chão.
Eleva minha mente ao infinito, transmuta-me pelo Tempo...

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

LOUCO AMOR

LOUCO AMOR


Você me faz delirar
Transgredir regras
Esquecer o pudor
Viver intensamente
Cada minuto
Deste louco amor
Nossos corpos suados
Tem a sede da paixão
Alimentam-se da volúpia
Do tesão
Embevecem
Embriagam
Febris se entregam
Em momentos de loucuras
Sem medos
Nem segredos
Vivemos
A doçura
De cada momento
Deste despudorado
E apaixonante amor

Claudete Silveira
(Clau Poeta)
Julho/2010

ROSA VERMELHA

ROSA VERMELHA
Ary Franco

Acordo com o sol sorrindo para mim.
Palavras em meu peito querem falar.
Vou à varanda, vejo meu jardim.
Uma rosa brotou, parece me olhar.


É linda, esplendor da natureza.
Pena seres efêmera, fico a pensar.
Vermelha, pujante, cheia de pureza
Mas logo em breve irás definhar.


Desço ao jardim, para ela caminho.
Sinto seu olor me impregnar.
Afago suas pétalas com carinho.
Poucos dias tenho para te apreciar.


Quando deveras te fores.
Apenas os espinhos vão ficar,
Mas hão de vir novas flores
E no mesmo galho brotar!



Maxinira Carlota

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

CACOS


Cacos
Delasnieve Daspet


.
A tarde - prelúdio de paz.
Ao longe o rádio tocava uma
tola música romântica.
A mesma que eternizou em minha mente
efêmeros momentos em que
flashmemoro o passado.
.
As canções quando estamos apaixonados
nos enganam. Noz fazem sentir o céu
embora não se admita.
.
Depois, elas deixam cicatrizes tão fundas,
( com alto custo de inventário!),
perenemente abertas.
.
Ao som da melodia, me sinto gata de tapera.
E em profundo choro de desconsolo
Entôo boleros amargos,
e junto os inúmeros pedaços e cacos
do coração partido...
Campo Grande MS

terça-feira, 16 de agosto de 2011

TEMPO PERDIDO

TEMPO PERDIDO
Carlos Lúcio Gontijo

Andei adiando festas
Cancelando encontros
Espreitando frestas
Assistindo à vida
Cerrando braços
Prevendo feridas
Amarrando passos
Temendo desenganos
Desfazendo laços
Guardando panos
Não semeei na chuva
Nem colhi no sol
Perdeu o brilho a velha louça
E encontrei nas dobras do lençol
Os seios da moça que cismei guardar
Pra gozar no tempo que não viria.





segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O POLIGROTA


De: "Hilma Ranauro"
Assunto: "O Poligrota
"




"O POLIGROTA"
(Nhô Bentico)
Itapetininga - SP







É verdade matemática
que ninguém pódi negá,
que essa história de gramática
só serve pra atrapaiá.
Inda vem língua estrangêra
ajudá a compricá.
Mió nóis cabá cum isso
pra todos podê falá.

Na Ingraterra ouví dizê
que um pé de sapato é xu.
Desde logo já se vê,
dois pé deve sê xuxu.
Xuxu pra nóis é um legume
que cresce sorto no mato.
Os ingrêis lá que se arrume,
mas nóis num come sapato.

Na Itália dizem até,
eu não sei por que razão,
que como mantêga é burro,
se passa burro no pão.
Desse jeito pra mim chega,
sarve a vida no sertão,
onde mantêga é mantêga,
burro é burro e pão é pão.

Na Argentina, veja ocêis,
um saco é um paletó.
Se o gringo toma chuva
tem que pô o saco no sór.
E se acaso o dito encóie,
a muié diz o pió:
''Teu saco ficô piqueno,
vê se arranja ôtro maió!'

Na América corpo é bódi.
Veja que bódi vai dá.
Conheci uma americana
doida pro bódi emprestá.
Fiquei meio atrapaiado
e disse pra me escapá:
Ói, moça, eu não sou cabra,
chega seu bódi pra lá!

Na Alemanha tudo é bundes.
Bundesliga, bundesbão.
Muita bundes só confunde,
disnorteia o coração.
Alemão qué inventá
o que Deus criou primêro.
É pecado espaiá
o que tem lugar certêro.

No Chile cueca é dança
de balançá e rodá.
Lá se dança e baila cueca
inté a noite acabá.
Mas se um dia um chileno
vié pro Brasir dançá,
que tente mostrá a cueca
pra vê onde vai pará.

Uma gravata isquisita
um certo francês me deu.
Perguntei, onde se bota?
E o danado respondeu.
Eu sou home confirmado,
acho que num entendeu,
Seu francês mar educado,
bota a gravata no seu!

Pra terminar eu confirmo,
tem que se tê posição.
Ô nóis fala a nossa língua,
ô num fala nada não.
O que num pode é um povo
fazê papér de idiota,
dizendo tudo que é novo
só pra falá poligrota.

* * * * *














SER PAI


SER PAI
Aparecido Donizetti Hernandez
14 de agosto de 2011.
22h15


O pai é aquele que nos espelhamos...
Quando menino, nossas referências,
Quando menina, nossa paixão e conselheiro.
Quando junto conosco, incompreendido,
Quando vai cedo, mais falta faz!
Quando conseguimos vê-lo envelhecer, um privilégio,
Quando parte, mais saudades trás.
Quando estamos junto a esse escolhido
Para dirigir nossos passos
Ao desconhecido da vida, teimamos em não ouvi-lo,
Quando não mais temos seus conselhos, o compreendemos.
E hoje na distância, nunca te esqueço... meu pai!

terça-feira, 9 de agosto de 2011

UM DIA...

Um Dia...
Schyrlei Pinheiro


Saudade de mais um dia perdido,
por um instante vivido,
mesmo que sofrido
entre horas passadas.
Ninguém mudará o ontem,
que se fez presente
no hoje desperto,
que podemos ouvir cantar,
convidando a vida
para brindar um amanhã
que, sem saber,
pode esquecer de tudo,
menos de renascer,
e tentar mudar
o antes de acabar,
pontuando seu fim.
O tempo tem hora marcada
para refletir a luz das estrelas,
brilhando sempre, sem cessar
no distante espaço vazio,
determinando eternamente
quem verá mais um dia nascer,
e se perder nas sombras
do fogo que arde, ou, na fumaça
que o vento sopra, e apaga,
deixando sob cinzas,
os rastros marcados
sobre o chão.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

PANTANEIRA

Pantaneira
Delasnieve Daspet
.
Vivo às margens das pradarias.
À beira dos rios,
Meu pequeno planeta é de pura água!
Àgua cristalina.
.
Moro à sombra das cachoeiras.
Cavernas lindas são meu habitat!
Ganho bom dia de lindos pássaros
Que caminham no azul do espaço!
.
A ararinha azul vive em meu quintal.
Lindas borboletas dardejam em meu jardim.
Se eu for ao cerrado com certeza
Verei as onças pintadas bebendo
Àgua nos corixos juntos
Dos veados e jacarés! .A minha lua,
Será sempre a mais bela,
Com seus raios prateados
Fulgurando nos rios,
Nas matas,
Nas cidades,
Sou pantaneira,
Canto a exuberância de minha terra!.
Sou um ser estranho,
Uma figura de mulher,
Que se debruça à janela de tu'alma
Esperando fazer chegar a ti
Meus sonhos!
Delasnieve Daspet - 17.10.2000


sexta-feira, 5 de agosto de 2011

POEMA SOMBRIO

POEMA SOMBRIO
"A esperança é o sonho do homem acordado". Aristóteles
 Aparecido Donizetti Hernandez



 
Acordei bem disposto,
Noite sem sonhos sem pesadelos...
O sonho do repouso não veio,
Mas, sei que minha alma deixou o corpo
Para ir ao paraíso...
Não estive com Deus,
Mas, sei que estava acompanhado de anjos...
Anjos que sempre me acompanham
Para evitar meus pesadelos...
Meu pesadelo tenho acordado, são meus medos...
Medo de não te compreender e te perder
Na cilada da vida,
Nas encruzilhadas do destino,
E nos desencontros do tempo,
Medo de dormir e não te ver nem mesmo nos sonhos...


quinta-feira, 4 de agosto de 2011

EVAPORAÇÃO

EVAPORAÇÃO
Carlos Lúcio Gontijo


Arreio o cavalo baio da saudade
E saio por aí feito raio
Carregando balaio de lembranças
Tropeço em desejos
Em beijos caio
Apesar da procura de outros afagos
Tateio e trago a fumaça de sua presença
Que evapora do corpo em que vagueio...

SILHUETA AO LUAR

SILHUETA AO LUAR
Paulo Silveira de Avila


No meio das folhas dos coqueirais,
canta o vento uma canção
no calor da tarde com cheiro de relva
e me faz voejar
sobre um mundo de fantasias.
Ah, quem me dera voar como o condor,
das nuvens mirar as montanhas azuis,
os lagos,
o vaivém das ondas
que escorrem na miragem poética
onde a tua imagem
flutua na vaga nostalgia.
A noite se cala
e trouxe com ela a poesia
meditando o teu cantar em oração.
O vento travesso tece um tapete
de folhas douradas ao brilho do luar,
e eu adormeço com a lua
entrando pela janela,
no acalanto do teu amor.


ALMAS AMANTES

Créditos:Tutorial creado por, Luz Cristina, México...,ArtedesignerCandy Saad

Almas amantes
Candy Saad


O que sinto por você,
foge ao meu entendimento...
Não raciocino nem por um momento,
vivo apenas a emoção...
Te conheço desde que o mundo é mundo,
porém fui reencontra-lo somente agora,
durante esse tempo minha alma sentida,
chorou sua ausência...
Acredito que agora é nossa hora!
Nada mais nos separará...
O tempo de Deus não é nosso tempo...
Esse vazio será preenchido com amor perfeito,
por duas almas amantes que esperaram por tanto tempo,
para na eternidade toda se amar...