segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

SUSPIROS AO LUAR


SUSPIROS AO LUAR
Lairton Trovão de Andrade


Noite alta, Lua clara,
sinto vozes silenciosas.
Eu jamais imaginara
que o luar cheirasse à rosas.

A saudade, em plena noite,
com serestas ao luar,
é meiguice em doce açoite,
faz o amor não se apagar.

A minh´alma estremecida
por um bem além do mar,
sonha ter boa acolhida
com sussurros ao luar.

Ah, quem dera que esta Lua
não me fosse de ilusão!
Mas que fosse a face tua,
me aquecendo o coração!

Eu seria bem feliz
se este amor me fosse eterno.
O poeta assim bem diz:
Não teria mais inverno.

Mas enquanto a solidão
traz-me árduo mal-estar,
busco amor, talvez em vão,
com SUSPIROS AO LUAR.




Lilian Regina de Andrade

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