OVOS DE ANU
OVOS DE ANU Aparecido Donizetti Hernandez - Prosa - A vida no interior era boa e, ao mesmo tempo, dura: boa para a infância, onde o menino brincava com seu carro de boi feito de lata de sardinha em conserva, onde fazia dois furos, passava barbante, com gravetos furava duas pequenas laranjas ou limões sicilianos e atrelava sua junta ao seu carro de boi feito de metal. - Deitado ao chão puxava de lá para cá seu carro de boi cheio de gravetos imitando o que via no original. Esvaziava e enchia de novo... assim passava horas e horas sob a sombra do pé de carambola, onde o chão era de areia tão fina e branca que parecia talco - Ao mesmo tempo em que fazia sua lida imaginária olhava as jabuticabeiras em flor, a grande árvore de manga-espada florida, ouvia o cantar do canário-da-terra... ao longe chamava a atenção um bando de anus; e o menino quando não estava na lida com seu carro de boi, ia visitar os enormes ninhos e recolher seus ovos brancos que colocados às mãos ficavam azulados. Como po...
Meu querido amigo é um privilegio poder usufruir alem dos poemas maravilhoso um jardim com tanta beleza lhe desejo muito sucesso um grande abraço
ResponderExcluirTeu jardim fez lembrar que somos eternamente responsáveis por aquilo que cativamos. Será que somos mesmo responsáveis ou será que abandonamos quando não nos interessa mais? Responsabilidade pesa, atrapalha, prende. E hoje em dia o lema tem sido "liberdade" e deixamos então a "rosa" murchar e morrer. Assim como o principecinho conhecemos e cativamos a "flor" e vimos os detalhes, o carinho, a atenção, a voz, o tom, a cumplicidade, tudo que diferencia uma "flor" de outra. Mas como não queremos perder a liberdade e nem sermos responsáveis por ninguém que cativamos passamos a colocar espinhos na "flor" que por muito tempo ficou presente em nossas vidas e desconsideramos toda a alegria, todo o perfume e todos os fatos que vivemos quando a "flor" era vista como "flor". "Ela me perfumava, me iluminava".Substituímos facilmente a flor que cativamos sem nos darmos conta que é insubstituível. Nos iludimos com flores novas e quão difícil perceber que são artificiais e que suas pétalas não tem a mesma cor da flor que cativamos. Não é preciso perdermos para darmos valor a nossa "flor" e talvez quando o principezinho voltar encontre a rosa a sua espera, mas talvez não...
ResponderExcluir"_ Vai rever as rosas – disse a raposa. – Assim, compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te presentearei com um segredo.
_ Adeus – disse a raposa. – Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.
_ O essencial é invisível aos olhos – repetiu o principezinho, para não esquecer.
_ Foi o tempo que perdeste com tua rosa que a fez tão importante.
_ Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa… – repetiu ele, para não esquecer.
_ Os homens esqueceram essa verdade – disse ainda a raposa. – Mas tu não deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela tua rosa…
_ Eu sou responsável pela minha rosa… – repetiu o principezinho, para não esquecer." (Extraído do Pequeno Príncipe)
Que os homens de bem sintam-se responsáveis e não abandonem a quem tenha cativado, matando a rosa morreremos também.