Passagem
Aparecido Donizetti Hernandez

PASSAGEM
Marise Ribeiro
Senti que havia um pássaro
adormecido dentro de mim.
E as asas que eu não possuía,
nasciam enfim.
Pena a pena, cor a cor.
Tornaram-se prontas.
Prontas para que?
Que pássaro seria eu?
Uma águia poderosa e caçadora,
espreitando suas presas
dos rochedos escarpados?
Ou um canário, com seu canto maravilhoso
anunciando a primavera?
Ou mesmo com as penas nascidas,
seria apenas uma ave que não voa?
Bati fraca e timidamente,
minhas asas virgens.
Fui dominando meus medos.
Senti-me levitando, subindo, subindo.
Parei no ar e minhas asas,
como num frenesi,
batiam aceleradamente.
Foi então que descobri,
que nasci um colibri!
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Lilian Regina de Andrade
Publicado em 27 de janeiro de 2010
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