terça-feira, 27 de março de 2012

TROFÉU PEDRO ALEIXO - ITABIRA MG



Poeta Aparecido Donizetti Hernandez
 Troféu Pedro Aleixo - Conferido ao Poeta, Ativista pela Paz, preservação do Planeta, Direito dos idosos, defensor do Pleno Estado de Direito Democrático, pelas liberdades individuais e pela reforma Urbana :

APARECIDO DONIZETTI HERNANDEZ 
Cidade de Itabira - MG (Brasil) 10-3-2012.



HERNANDEZ é da Governadoria de Poetas del Mundo Representação no Estado de São Paulo, e Coordenador de Marcas Poéticas Instituto.

Tecnólogo em Gestão Pública -FATEC Internacional -Paraná.

Especialista Contabilidade Pública e Responsabilidade Fiscal - FACINTER -Curitiba - PR

Especialista em Gestão Pública - UTFPR - Universidade Tecnologica Federal do Paraná - Campus - Pato Branco - UAB/ Polo -Itapevi- SP (2011-20012)




Notável pode ser sinônimo de melhor, de sucesso, de brilho. Mas é, sobretudo, coragem. Quando ouvimos a palavra "Notável", temos também a sensação de grandeza, de excelência intelectual, de determinação. Ideias que nos vêm à mente como brotam as sensações mais naturais. E é isso mesmo. Só se sobressai quem faz da vida um elo profundo e contínuo com os valores humanos, com a construção de um mundo melhor, com a cidadania, com as questões sociais e, mais importante, quem faz do ato de viver um compromisso consigo mesmo e com a realidade que o cerca.

Eustáquio Lúcio Felix

Itabira – MG


 
PEDRO ALEIXO - Politico advogado, professor, jornalista, escritor e acadêmico, Dr. Pedro Aleixo passou para a história do País como Democrata e Defensor do Estado de Direito.
            Formou-se em direito em 1922, recebendo o prêmio Rio Branco, conferido ao melhor aluno da turma. Foi professor da Faculdade de Direito da, hoje Universidade Federal de Minas Gerais. Deu início a carreira de docente, em outubro de 1927, como livre docente, por concurso público, de Direito Penal. Catedrático, ocupou também as cadeiras de Direito Internacional Público e Prática do Processo Penal. Fundou a Cadeira de Direito Penal da PUC/MG.
            Jurista respeitado em todo o Brasil e homem público comprometido com a verdade com as liberdades democráticas, a historia do Professor Pedro Aleixo se confunde com a luta pela restauração dos direitos da cidadania no Brasil.
            Fundou e dirigiu o Jornal Estado de Minas até que fosse incorporado aos Diários Associados e foi Presidente de algumas das empresas desta organização, em Minas Gerais.
            Deputado Federal Constituinte, deu importante contribuição à elaboração da Constituição de 1934, notadamente ao capítulo que se refere aos direitos e garantias individuais. Em 1937, foi eleito Presidente da Câmara dos Deputados, cargo que ocupou até a instauração do Estado Novo. Em telegrama a Getúlio Vargas, protestou contra “Graves Atos” ocorridos no país, naquele momento. Dr. Pedro Aleixo tornou-se o último mineiro a ocupar a Presidência da Câmara dos Deputados, no século vinte.
            Foi um dos signatários do Manifesto dos Mineiros (1943) em favor da redemocratização do País.
            Um dos fundadores da UDN, elegeu-se Deputado Federal, para o seu 4º mandato (1959-1963). Em 1961, assumiu a liderança do Bloco Parlamentar UDN/PL e, mais tarde, a liderança da oposição.
            Líder do Governo Jânio Quadros na Câmara dos Deputados, após a renúncia do Presidente, voltou a liderar a oposição. Na crise que antecedeu a posse de João Goulart, O deputado Pedro Aleixo estava entre os que mais contribuíram para superá-la, mediante a adoção do Sistema Parlamentarista.
            No período Castelo Branco, foi líder do Governo e, depois, Ministro da Educação e Cultura (1966).
            Eleito pelo Congresso Nacional, Vice-presidente da República na chapa encabeçada pelo Marechal Costa e Silva, foi o único membro do Conselho de Segurança Nacional a manifestar-se contra a edição do Ato Institucional nº 5 (1968), afirmando que a adoção de tal medida institucionalizaria a ditadura, o que comprometeria seriamente a ordem constitucional.
            Em 1969, presidiu a Comissão de Juristas responsável pela reforma constitucional. Nesta comissão, sua atuação foi marcada pela tentativa de introduzir no texto, medidas capazes de desestruturar o regime arbitrário instaurado no País, objetivando, sobretudo, a reabertura do Congresso Nacional.
            Impedido de tomar posse como Presidente da República pelos militares, após a grave enfermidade que acometeu o Marechal Costa e Silva (1969), chegou a ser detido em sua residência, no Rio de Janeiro. Em fevereiro de 1970, rompeu com o oficialismo e, retornando à atividade profissional em Minas Gerais, dedicou-se à criação do Partido Republicano – PDR.
            Em maio de 1972, foi eleito para a Academia Mineira de Letras, Fundou e manteve com recursos próprios, a Fundação São José, instituição que presta assistência a menores, em Itabirito, Minas Gerais; contribuiu para o sustento da Santa Casa de Misericórdia (Belo Horizonte). Colaborou na remodelação do sistema penitenciário de Minas Gerais.
Aposentou-se como Catedrático de Direito Penal da Faculdade de Direito da UFMG, sem abandonar as atividades profissionais como advogado e dedicando-se à formação do PRD.
            Esta foi a vida de Pedro Aleixo, a história de um Estadista Brasileiro, cujas lutas, vitórias e derrotas marcaram profundamente sua participação no processo de aprimoramento de nossas instituições.
            Professor emérito, exemplo para todas as gerações, político ilibado, homem que no dizer de um de seus como Quixote, pensando amigos. “morreu em moinhos. Amou a liberdade até o derradeiro momento e, como não poderia deixar de ser, foi vítima desse amor”.
            Ao outorgar o Troféu Pedro Aleixo a Personalidades Notáveis, mineiras e brasileiras, o Colunista Eustáquio Lúcio Felix quer homenagear a história de Homens e Mulheres que, assim como esse honrado brasileiro, fazendo da vida um ato de fé, coragem e cidadania.
            Vale aqui, lembrar o trecho da Saudação com que Paulo Pinheiro Chagas o recebeu na Academia Mineira de Letras: ”Demais, sois uma legenda democrática. Vosso nome soa ao jeito de um toque de rebate, de um convite ao diálogo, de uma luz repentina de liberdade, tudo amostrar, como no verso do poeta, que tendes sido, para o Brasil, em mais de uma oportunidade, ‘o clarim, a clareira, o clarão’”.




Texto do Colunista Eustáquio Lúcio Felix
 Fotos Pedro Aleixo - Fonte google



Um comentário:

  1. Parabéns meu amigo você merece fiquei muito feliz ao ler essa noticia ,quando puder venha nos fazer uma visita em Embu grande abraço

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