terça-feira, 9 de outubro de 2012

AO PRÍNCIPE DA MINHA INFÂNCIA

Ao Príncipe da Minha Infância

- Damáris Lopes –


Lembra dos olhos distantes
que os anos de estudantes
renderam-nos reféns?

Lembra da face, o rubor,
em pele de tenra idade,
disfarce que era nosso
tímido amor?

Lembra? Nosso encontro
distorcido, foi ponto
só de partida.
Tão grande que era,
jóia em redoma,
ficou na espera
como mera utopia.

Divergente foi a vida,
me fez meta preterida,
perdi você na contra-mão,
não na quadra da canção,
na de esporte,
onde bola bateu forte,
tirou você do futebol.
Eu, não pude jogar queimada,
em fogo estava meu coração,
naquele dia sem sol,
meu príncipe encantado,
ao passar pelo meu lado,
me deixou na solidão.

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