quinta-feira, 4 de agosto de 2011

SILHUETA AO LUAR

SILHUETA AO LUAR
Paulo Silveira de Avila


No meio das folhas dos coqueirais,
canta o vento uma canção
no calor da tarde com cheiro de relva
e me faz voejar
sobre um mundo de fantasias.
Ah, quem me dera voar como o condor,
das nuvens mirar as montanhas azuis,
os lagos,
o vaivém das ondas
que escorrem na miragem poética
onde a tua imagem
flutua na vaga nostalgia.
A noite se cala
e trouxe com ela a poesia
meditando o teu cantar em oração.
O vento travesso tece um tapete
de folhas douradas ao brilho do luar,
e eu adormeço com a lua
entrando pela janela,
no acalanto do teu amor.


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