domingo, 18 de julho de 2010

POEMA SOMBRIO

POEMA SOMBRIO
Lairton Trovão de Andrade




Palavras soltas, sem sentido algum,
Revoam sons, borboleteando à-toa,
Versos inversos de cores desbotadas,
Sombras que passam silenciando tudo.

Lágrimas áridas ferindo entranhas,
Choro de corações sem nenhum eco,
Deserto humano de securas tantas,
Alma sem vida - paradoxo estranho.

Tombara a flora por devassas mãos,
Agonizando os rios na destruição,
A terra infértil vem chorar seus frutos,
Que há tantos anos já não são provados.

Ó oxigênio, como és vil vocábulo!
Tudo perece neste mundo inglório,
Espaço inútil a atmosfera ocupa,
Onde a razão irracional tornara-se.

Ah, quanta dor existe nesta angústia!
Shopenhauer não sou nem sou o Nietzsche,
Mas vejo o desamor ferindo o mundo,
Com sofrimento à natureza humana!

E o que dizer da mais sangrenta guerra,
Da paz a morte que suplica vida?
O que será deste planeta insano
E destes seres que ideais tiveram?

Ó tu que amor profundo ainda sentes,
Tudo há de transformar co´amor somente,
Nenhum milagre salvará o Planeta,
Se não houver no amor vital semente!




Lilian Andrade

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